Um “crowdfunding” para construir uma casa digna a um idoso que vivia em condições desumanas (fotos)

Há cerca de duas semanas, a imagem de um velhote desamparado, com um olhar inocente e aspeto desalinhado, tornou-se viral através do Facebook na Roménia. Um utilizador da rede social conheceu Ion em primeira mão, um homem sem casa, que levava mais de 20 anos a viver numa barrada feita de cartão, finas placas de madeira e pedaços de plástico situada num dos piores bairros de Bucareste.

O internauta, comovido pelo delicado estado de saúde de Ion – que já nem sequer se recorda da sua idade – e a proximidade do inverno que poderia ser fatal para uma pessoa numa situação tão precária. Decidiu partilhar a sua impressionante história com umas fotografias para pedir ajuda urgente e desesperada.

Milhares de utilizadores do Facebook responderam ao pedido partilhando a publicação e 50 decidiram dar, além disso, algum dinheiro para melhorar a sua situação.

Não lhes importou o risco de que se tratasse de uma fraude de grande escala que se movem nas redes sociais. Havia que salvar uma vida. Além da Roménia, o dinheiro chegou de utilizadores de países como Suécia, Polónia, Grécia, Canadá e Sérvia.

Em menos de 24 horas, conseguiram juntar 1.000 euros e, um dos doadores, além disso disponibilizou um contentor metálico que tinha sido utilizado como escritório numa obra. Com as suas próprias mãos converteu-o numa casa. “Gastámos o dinheiro a reparar a estrutura e a comprar alguns móveis. Basicamente, transformámo-lo num lar”, recordam os jovens solidários num vídeo que já leva mais de 150 mil reproduções.

E como lhes sobrou algum dinheiro, encheram a pequena despensa de Ion com alimentos e bens de primeira necessidade.

Novo Banco ficou com nove shoppings do BES. E estão todos à venda

O Novo Banco quer acelerar a venda dos centros comerciais que foram entregues ao BES por falta de pagamento de empréstimos. No total, são já nove imóveis destes, nomeadamente, o Campera, no Carregado; o Beloura Shopping, em Sintra; o Leiria Retail Park, o Ferrara Plaza, em Paços de Ferreira; o Lago Discount, em Vila Nova de Famalicão; o Trindade Domus, no Porto; o Acqua Roma, em Lisboa, o Évora Shopping e ainda o Grijó Outlet, em Vila Nova de Gaia.

Segundo apurou o Dinheiro Vivo, o banco contratou várias consultoras imobiliárias a operar em Portugal para negociarem estes shoppings, a maior parte dos quais estão à venda há já alguns anos no site do BES Imóveis, lado a lado com casas ou terrenos, e sem qualquer sucesso.

Contudo, não foi pelo preço que ainda não se conseguiram vender. É que estes centros comerciais – cujo valor está diretamente relacionado com as lojas que estão abertas e as rendas que estas pagam – estão à venda com algum desconto porque têm lojas fechadas e por isso um baixo rendimento.

Por exemplo, o Ferrara Plaza abriu em 2008 e dois anos depois havia lojas que nunca tinham aberto e outras que entretanto fecharam. O proprietário inicial, a Martifer, decidiu então vendê-lo à Imorendimento, que acabou por o entregar ao BES em 2013. Outro caso é o Beloura Shopping, que em 2010 mudou de proprietário, de estratégia e de nome para Fashion Spot, mas nem assim vingou e desde então tem vindo a fechar lojas sucessivamente, estando hoje praticamente vazio.

É precisamente por isso que, apesar dos preços poderem ser mais baixos, alguns consultores do mercado consideram que pode ser difícil vender estes ativos mesmo com o aumento do interesse dos investidores estrangeiros em Portugal. E fechar os centros não é solução porque isso só traria custos e imparidades para o Novo Banco.

“O investimento em imobiliário de retalho está a recuperar e, apesar de ter sido o comércio de rua a impulsionar esse aumento do investimento nos últimos dois anos, desde meados do ano passado que a procura por centros comerciais está também a reemergir”, diz um estudo recente da consultora JLL Portugal.

A prová-lo está a compra de 50% do CascaisShopping por cerca de 100 milhões de euros, segundo estimativas da consultora CBRE. Um valor que se justifica com a qualidade deste ativo, que continua a crescer em visitantes e tem as lojas todas arrendadas. Ou ainda a compra, já este ano, de 50% do Albufeira Shopping e do Continente de Portimão, por 16,5 milhões de euros.

fonte: www.dinheirovivo.pt
casas kasus

Casas para turistas: nova lei entra hoje em vigor

Entra hoje em vigor a nova lei do alojamento local. A legislação é dirigida a quem tenha quartos ou apartamentos para arrendar a turistas. Os quartos têm de ser declarados às Finanças e os edifícios devem mostrar junto à entrada principal uma placa identificativa de alojamento local. Os proprietários devem dirigir-se às respetivas câmara municipais para terem a licença.

Esta atividade, que inclui estabelecimentos de hospedaria, apartamentos e moradias, passa a estar sujeita a uma “mera comunicação prévia” às autarquias e não obriga a qualquer constituição de sociedade, nem limita o número de alojamentos temporários colocados no mercado ou prevê qualquer serviço associado.

Já a portaria que regulamenta o funcionamento dos ‘hostels’ estará pronta no final deste ano, disse à Lusa o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes.

O governante adiantou que “ainda este ano” fica pronto o “enquadramento legal final” destes alojamentos de baixo custo cuja definição consta do diploma sobre alojamentos locais.

A definição das normas específicas para os ‘hostels’, considerados estabelecimentos de hospedaria, vai ter, segundo o responsável, a “mesma filosofia que o Governo tem seguido nesta matéria: muito simples e muito poucos requisitos que obstem à livre atividade por parte dos empresários”.

O novo diploma sobre alojamento local surgiu, segundo o secretário de Estado, para tornar o “arrendamento de casas a turistas como uma atividade livre, não sujeita a processo de licenciamento e não sujeita a registo”.

Os estabelecimentos de alojamento local continuam a ser caracterizados como aqueles que prestam serviços de alojamento temporário a turistas, mediante remuneração, e não são considerados empreendimentos turísticos, que têm mais de nove quartos.

A entidade fiscalizadora destes estabelecimentos passa a ser a Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE), sendo o cumprimento das obrigações fiscais decorrentes da atividade exercida da competência da Autoridade Tributária e Aduaneira.

O novo decreto-lei prevê a troca de informações entre o Turismo de Portugal e a Autoridade Tributária e Aduaneira.

fonte: www.idealista.pt
Surf

PENICHE E FIGUEIRA DA FOZ NAS TENDÊNCIAS DO TURISMO NACIONAL

Algarve continua a ser a zona favotira dos portugueses, mas o Centro começa a entrar na tendência. Foto: Região de Turismo do Algarve

Segundo um balanço turístico de 2014 realizado pelo site trivago.pt, Figueira da Foz e Peniche fazem parte dos destinos mais procurados pelos portugueses entre portas, conseguindo assim entrar num campo dominado pela região algarvia.

Figueira da Foz e Peniche conseguiram assim contrariar a predominância algarvia entre os destinos balneares, colocando a região centro entre os destaques nacionais. Estes resultados deverão estar, naturalmente, ligados à aposta de ambas as autarquias no surf.

Os destinos portugueses mais populares a nível global são, por esta ordem, Lisboa, Albufeira, Porto, Portimão, Lagos, Vilamoura, Funchal, Cascais, Faro e Monte Gordo. Já entre os turistas lusos, foi Albufeira que dominou as preferências dos primeiros oito meses do ano, seguida por Lisboa, Portimão, Porto, Vilamoura, Monte Gordo, Lagos, Funchal, Figueira da Foz e Peniche.

Funchal e Cascais são as cidades com melhor reputação hoteleira entre as citadas. Porto, Lagos e Lisboa surgem um pouco abaixo, seguidas de Vilamoura e Portimão. Faro, Figueira da Foz, Peniche, Albufeira e Monte Gordo completam a segunda metade do ranking de satisfação hoteleira.

fonte: http://www.surfportugal.pt

negocio

Como fugir de inquilinos incumpridores

A garantia bancária é das ferramentas mais eficazes. É o banco que passa a ter de pagar as rendas em atraso

Quem é que fica completamente descansado quando arrenda casa a um estranho? Há sempre dúvidas: será que o interessado é sério? Será que tem capacidade financeira para a renda? Estas questões são inevitáveis na cabeça de qualquer senhorio, em especial em tempos de crise. Mas há volta a dar para não fazer parte da lista dos que vêem a sua casa “tomada” meses a fio, devido a uma Justiça lenta, mesmo já existindo o Balcão Nacional de Arrendamento (BNA).

Só até Março passado, este balcão recebeu 5017 pedidos de despejo de inquilinos, informa a revista “Proteste”. Para evitar chegar a esta situação, o senhorio tem de investigar bem quem mete em casa. Uma das ferramentas já é sobejamente conhecida: pedir o IRS do último ano, para perceber se os rendimentos do potencial inquilino são compatíveis com a renda pedida. Solicitar os dois últimos recibos de vencimento também é importante, até porque assim é mais fácil calcular a taxa de esforço do inquilino – que não deve ser superior a 35%. Para o efeito, basta calcular a renda por esta percentagem. Por exemplo para uma renda de 500 euros (500/0,35 = 1428), o inquilino tem de ganhar pelo menos 1428 euros por mês. Se mesmo assim, ainda tiver dúvidas, o melhor é pedir referências a anteriores senhorios e esclarecer se o interessado foi bom pagador. A solicitação da cópia do Mapa de Responsabilidades de Crédito, emitida pelo Banco de Portugal (BdP), também é importante, porque diz se o potencial inquilino tem empréstimos junto de instituições financeiras e se os mesmos estão em mora. Assim, consegue logo traçar o seu perfil.

A figura do fiador é de igual modo fundamental. Existindo, o contrato de arrendamento tem de ser também assinado por esta terceira pessoa. O fiador fica assim responsável pela dívida do inquilino, caso este entre em incumprimento. O contrato de arrendamento pode contudo incluir a renúncia ao benefício de excussão. Isto significa que o proprietário pode executar os bens do fiador sem ter de aguardar que o património do inquilino se esgote.

A garantia bancária é outra ferramenta que pode reduzir o risco de incumprimento. Apesar de ser bastante eficaz e a que mais defende o senhorio, é a menos conhecida. Esta garantia não é mais que um documento emitido por um banco a pedido do inquilino e a favor do proprietário. Com esta garantia, o banco assume a responsabilidade de pagar um número máximo de rendas, em caso de incumprimento. Neste caso, o banco é que efectua a avaliação de risco e só passa a garantia a quem tem condições de a pagar na totalidade. A instituição bancária costuma pedir o penhor dos activos sem risco, no mesmo valor da garantia. Cumprido este passo, caso haja atraso no pagamento das rendas até dois meses, o proprietário já pode pedir a rescisão do contrato. Depois, será o banco quem lhe terá de dar o valor das rendas por pagar. O inquilino continuará com a dívida, mas desta vez ao banco.

fonte: http://www.ionline.pt/