As cinco mansões mais caras à venda no pujante (e inacessível) mercado imobiliário cubano

Durante mais de médio século, os cubanos estiveram proibidos de comprar ou vender uma casa. Em 2011, Raúl Castro devolveu o direito de compra e venda aos cidadãos cubanos residentes no país que não tenham nenhuma outra propriedade em seu nome.

No entanto, a realidade é que quase nenhum pode assumir a aquisição de um imóvel porque o salário médio é de 18 dólares mensais e o valor médio de uma casa em Havana é de 60.000 dólares.

Além disso, segundo o blogueiro cubano Yusbany Pérez “os bancos não oferecem crédito para a compra e não existe o que muitas pessoas de esquerda detestam, os empréstimos”. Ali tudo se paga em dinheiro. Nessas condições, qualquer um que quisesse comprar uma casa teria que trabalhar 3.333 anos sem comer para juntar dinheiro para comprar um modesto lar.

Apesar de tudo isto, o mercado imobiliário cubano está a crescer ferozmente. Mas então quem pode comprar casa no país caribenho? Segundo explica Pérez, “as casas são compradas por cubanos emigrados – estimam-se quase três milhões no estrangeiro – em nome de um amigo, familiar ou casal residente em Cuba”.

Vejamos agora o top 5 das casas mais caras à venda no Revolico, o portal de anúncios classificados mais popular em Cuba:

Casa Kohly (432 m2, 6 quartos e 5 wc) – 500.000 dólares

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Casa Almendares (432 m2, 5 quartos, 3 WC e uma biblioteca) – 700.000 dólares 

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Casa Atabey – 1 milhão de dólares

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Casa em Varadero (482 m2, 4 quartos e 3 WC) – 1 milhão de dólares

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Casa Miramar (750 m2, 6 quartos e 9 WC) – 1,5 milhões de dólares

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Bancos compensam descida das Euribor com aumento dos spreads

Imagem - Bancos compensam descida das Euribor com aumento dos spreads

Os bancos compensaram a descida das taxas Euribor verificada nos últimos anos com o aumento da margem retirada ao cliente, ou seja, o spread. Os contratos mais antigos de crédito à habitação têm beneficiado da baixa da componente dos juros e os mais recentes têm sido penalizados com o aumento dos spreads. Se juros e spread pesam agora 25% na despesa com o empréstimo da casa, em 2003 serviam para pagar metade da prestação.

De acordo com o Diário de Notícias, que se apoia em dados da Deco-Associação de Defesa do Consumidor, a média praticada ainda está nos 3%. Face à baixa das taxas Euribor ao longo dos últimos anos, as instituições financeiras subiram a sua margem sobre o cliente, escreve a publicação.

Quando os juros eram altos, o spread era baixo. Uma tendência que se começou a alterar a partir de 2010. Os juros baixaram e os spreads aumentaram. Não é preciso recuar mais de dez anos para encontrar ofertas de créditos à habitação com spread a 0%, embora essa taxa só fosse aplicada em casos muito especiais. Ainda assim, spreads de 0,5% ou abaixo de 1% eram vulgares. Atualmente, a média desta margem cobrada pelos bancos anda em torno dos 3%, revelou a Deco.

Crédito à habitação: ministra quer que taxas negativas sejam refletidas nos contratos

Imagem - Crédito à habitação: ministra quer que taxas negativas sejam refletidas nos contratos

A ministra das Finanças disse, no Parlamento, que os contratos de crédito à habitação celebrados “devem ser cumpridos”. Segundo Maria Luís Albuquerque, estes contratos “não têm nenhuma limitação à existência de taxas [Euribor] negativas”. Uma situação que, segundo a ministra, é valida para os empréstimos e para os depósitos, ou seja, implica pagar ao banco para ter lá o dinheiro.

“Os contratos celebrados devem ser honrados e os contratos celebrados não têmnenhuma limitação à existência de taxas negativas”, disse Maria Luís Albuquerque na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, em resposta a questões colocadas pelo deputado do BE Pedro Filipe Soares, sobre a aplicação de taxas negativas nos créditos à habitação.

Segundo a governante, caso esse argumento venha a ser tido em conta, “pode haver depósitos remunerados a uma taxa negativa”. “A assimetria deve ser preservada por uma questão de consistência. Mas, por princípio, os contratos existentes devem ser respeitados conforme estão, porque na subida das taxas também não foi imposta qualquer limitação”, disse a ministra, citada pelo Público.

Ainda assim, Maria Luís Albuquerque salientou que cabe ao Banco de Portugal apresentar uma orientação sobre este assunto. Apesar de ter anunciado que estava a analisar a situação, o supervisor da banca ainda não tomou uma posição sobre esta matéria.

Perante a queda das taxas Euribor para mínimos históricos nos últimos meses, aproximando-se de valores negativos, a Associação Portuguesa de Bancos já disse que considera ser “um contrassenso ter associado a um crédito – em que é a instituição bancária que presta um serviço ao cliente – uma taxa de juro negativa, pois tal significaria ser o banco a pagar ao cliente pelo empréstimo que lhe concedeu”.

Já a Deco – Associação de Defesa do Consumidor considera que a eventual descida da Euribor para valores negativos “deve influenciar a variação da prestação do crédito à habitação”. “A Euribor negativa deveria ser refletida na taxa dos contratos, absorvendo parte do spread até ao limite do seu valor”, concluiu a Deco

fonte: http://www.idealista.pt

“É assustador o que o Estado gastou no crédito bonificado”, diz o presidente do IHRU

Há um desequilíbrio na gestão das políticas de habitação. A garantia foi dada pelo presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), Vitor Reis, que se apoia em dados que constam num estudo realizado pela entidade. O mesmo concluiu que o Estado gastou, em 25 anos, milhões de euros na bonificação de juros do crédito à construção ou à aquisição de habitação.

“É assustador o que o Estado gastou no crédito bonificado”, disse Vítor Reis, citado pelo Expresso.

Segundo a publicação, que se apoia em dados do estudo do IHRU, “em 25 anos,entre 1987 e 2011, o Estado português despendeu 9,6 mil milhões de euros, dos quais 73,3% se referem a bonificações de juros do crédito à construção ou à aquisição de habitação, ou seja, quase três quartos do esforço realizado neste período”. Ou seja, trata-se de dinheiro “que se destinou a financiar um processo que acabou por ser especulativo”, disse Vítor Reis.

fonte: http://www.idealista.pt

Produção na construção caiu 1,5% em Portugal em janeiro

A produção no setor da construção caiu 1,5% em Portugal em janeiro, face ao mesmo mês do ano passado. Na Zona Euro cresceu 3% e no conjunto dos 28 países da União Europeia (UE) aumentou 1,4%. Em causa estão dados divulgados pelo Eurostat.

De acordo com o gabinete de estatísticas da UE, Portugal mantém assim odesempenho negativo do setor da construção em termos homólogos, apesar da queda ter sido menor em janeiro (1,5%) que em dezembro (4,3%).

Em termos mensais – em janeiro face a dezembro –, a produção no setor da construção aumentou 0,4% em Portugal, 1,9% nos 19 países que partilham a moeda única e 1% na UE.

As maiores subidas homólogas registaram-se na Espanha (+14,4%), Roménia (+12,8%) e Suécia (11,3%) enquanto em termos mensais os aumentos foram mais sentidos na Eslovénia (+11,2%), República Checa (+8,7%) e Hungria (+6,6%).