BRICS questionaram pilares da economia mundial e Portugal virou “estrela” no mercado turístico!

No passado mês de Julho, Fortaleza acolheu mais um grande evento de repercussão mundial, a VI Cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que contou com a participação de Chefes de Estado e delegações empresariais das cinco maiores economias em desenvolvimento.
Mais do que as medidas concretas concertadas neste encontro, as declarações oficiais deixaram transparecer um novo desafio. Num futuro próximo criar uma alternativa às atuais instituições, regras e procedimentos de regulação do sistema económico – financeiro mundial. Setenta anos depois dos “ acordos de Bretton Woods” que instituíram o dólar como moeda forte do sistema financeiro internacional e um fator de referência para outras moedas e da fundação do Banco Mundial e F.M.I. (Fundo Monetário Internacional), estes cinco grandes países emergentes anunciaram a criação de um novo Banco de Desenvolvimento multilateral e insistiram na reforma de quotas e governança nas atuais instituições financeiras de âmbito mundial.

Os BRICS que respondem hoje por 21% do PIB mundial apostaram na criação de um Banco que irá financiar projetos conjuntos nas áreas de desenvolvimento, infraestrutura e trocas comerciais. O NBD (Novo Banco de Desenvolvimento) terá sede em Xangai e um capital inicial de US$ 50 bilhões que deverá ser aumentado para US$ 100 bilhões. A par desta medida, os chefes de Estado dos BRICS reafirmaram a sua preocupação com a não implementação das reformas há muito previstas no FMI e o seu descontentamento quanto à eficácia das instituições de governança económica global. Também a representatividade e participação dos BRICS nas instituições de governança política internacional como o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) foi contestada.

Quanto ao mercado imobiliário no Ceará, o balanço do primeiro semestre é positivo e a estimativa até ao final do ano é de um VGV (Volume Geral de Vendas) superior a 4 bilhões de reais. Este também continuará a ser, o ano dos lançamentos imobiliários em Fortaleza. Em Julho, segundo fontes do mercado, o “stock” de imóveis residenciais novos de médio – alto e alto padrão atingiu um valor próximo das 5.500 unidades e segundo os índices FIP / ZAP imóveis, o preço médio dos imóveis em Fortaleza subiu em torno dos 5,8 %. Refira-se que nos últimos 4 anos, este índice de preços de imóveis teve na capital cearense uma variação positiva de 73,7 %. Aguardemos pelos resultados do segundo semestre para que possam ser validadas, as otimistas expetativas das grandes construtoras quanto à capacidade de absorção pela demanda desses produtos imobiliários.

E como se irá comportar o mercado em Fortaleza? Quanto aos compradores para habitação permanente, mantém-se a oferta de crédito imobiliário, os juros praticados para aquisição de imóveis são os mais baixos do mercado financeiro e a oferta imobiliária apresenta um grande dinamismo. E quanto aos investidores particulares? Continua a ser um bom investimento comprar imóveis residenciais para aluguel ou revenda em Fortaleza? Independentemente do comportamento dos mercados e da análise de rentabilidade de cada um dos investimentos em ativos imobiliários residenciais, estes ativos são estáveis ou pelo menos mais estáveis que quaisquer outros ativos financeiros com maior grau de risco. Esta estabilidade é conferida por uma menor oscilação de valores (positiva / negativa) desses ativos e nos últimos anos essa variação tem sido sempre positiva e acima da inflação pelo que o investimento em imobiliário tem sido percepcionado pelos investidores particulares como um bom investimento. Isso não significa que os ativos imobiliários não possam ter volatilidade e um risco associado. Nem todos os lançamentos imobiliários terão o mesmo risco de investimento e a mesma taxa de rentabilidade porque as velocidades de venda e rotação serão diferentes.

E em Portugal?

Chegam-nos a cada hora mais notícias relacionadas com o “desastre bancário português”, citando o New York Times. Inexplicável? Citando a mesma fonte, este é um falhanço da regulação portuguesa mas também da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional que nos últimos 3 anos, estiveram envolvidos na economia e atestaram a capitalização do sistema financeiro português.

Restam-nos as boas notícias vindas do setor turístico e hoteleiro.

Na gala europeia dos “World Travel Awards”, Portugal arrecadou 16 galardões; Turismo de Portugal o melhor organismo oficial de Turismo da Europa, Lisboa o melhor destino de cruzeiros da Europa e ilha da Madeira o melhor destino insular da Europa, foram algumas das premiações. Unidades hoteleiras localizadas em Lisboa e na Região do Algarve foram também galardoadas como as melhores da Europa em diferentes categorias. O Algarve foi eleito “ o melhor destino de golfe europeu em 2014” pela IAGTO – Associação internacional dos Operadores Turísticos de Golfe. A “Condé Naste Traveler” uma publicação espanhola de referência em viagens, elegeu Portugal como o melhor País para visitar pelo segundo ano consecutivo. Estes são alguns dos últimos exemplos de premiações que vêm consolidando Portugal como destino turístico e hoteleiro de excelência. Um “mix” de beleza e grande variedade de paisagens, história e cultura, praias, campos de golfe, gastronomia e vinhos, qualidade dos serviços hoteleiros mas sobretudo a afabilidade do seu povo. Que esta corrente de boas notícias no mercado turístico e hoteleiro possa irradiar boas notícias para o mercado imobiliário.

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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