Concessão de créditos à habitação continua em crescimento

Apesar de notícias menos positivas quanto à situação de alguns bancos portugueses, a concessão de créditos à habitação tem continuado a crescer. Se em Abril deste ano foram aprovados 169 milhões de euros, em Setembro o volume de crédito foi de 203 milhões de euros. Números que provam que a aquisição de casa continua a aumentar e que os bancos estão mais disponíveis.

De acordo com o Market Outlook de Novembro de 2014, do Gabinete de Estudos da APEMIP – Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, no segundo trimestre deste ano foram concedidos 550 milhões de euros, uma subida de 10% face aos 500 milhões do primeiro trimestre. Entre Julho e Setembro o volume de empréstimos voltou a subir, para 573 milhões de euros.

Em comparação, na prestação média dos novos créditos à habitação também se verificou uma ligeira subida no 3.º trimestre. Em Julho foi de 331 euros, em Agosto cresceu para 340 euros e no mês seguinte já estava nos 353 euros, cerca de 25 a 35 euros acima dos valores dos dois primeiros trimestres.

Créditos a rondar os 80 mil euros

O valor médio dos novos créditos à habitação concedidos situou-se entre os 81 mil e os 83 mil euros, números médios um pouco superiores aos trimestres anteriores também: no 2.º trimestre variou entre os 74 mil e os 79 mil euros.

Já no valor médio de avaliação bancária (euros/m²), as alterações foram menores. O mínimo de 990 euros/m² em Abril passou para 1.006 euros em Junho, 1.019 em Agosto e, finalmente, 1.029 euros por metro quadrado em Setembro passado.

O Algarve superou Lisboa neste trimestre com um valor mais elevado na avaliação bancária: 1.268 euros/m² contra 1.241 na capital. A região Centro é onde se continua a verificar o valor médio mais baixo, 851 euros/m².

Spreads e taxas estáveis

Quanto ao spread médio aplicado pelos bancos aos novos créditos à habitação, manteve valores próximos variando entre 2,78% (Julho) e 2,80% (Agosto) nos valores mínimos; e nos máximos situou-se entre 3,46% (Julho) e 3,79% (Setembro).

O mesmo aconteceu com as taxas de juro, com a TANB a atingir um mínimo de 3,08% em Julho e um máximo de 3,13% em Setembro. Já a TAEG teve a mínima de 3,76% em Julho e a máxima de 3,99% em Setembro. Finalmente, a Euribor a seis meses situou-se nos 0,42% em Abril, baixou para os 0,30% em Junho, valor que manteve em Julho. Em Setembro já estava nos 0,20% e 0,18% em Outubro.

fonte: sol.pt


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