Av. Liberdade: Prédios que iam servir para expandir sede do BES transformados em casas

Os quatro edifícios situados na esquina da Avenida da Liberdade com a Rua Rosa Araújo que iam servir para a expansão da sede do BES vão ser transformados em casas.

Os imóveis, que passaram para o Novo Banco depois do colapso do BES, foram vendidos em fevereiro a um investidor anglo-saxónico, cujo nome não foi revelado, e que pagou cerca de 30 milhões de euros pelos ativos.

Originalmente, o espaço de 10.300 m2 ia ser aproveitado para escritórios, mas a forte procura por habitação que se tem começado a sentir na Avenida da Liberdade levou este promotor a mudar de ideias e a apostar na construção de casas.

De acordo com os responsáveis da JLL, uma das consultoras imobiliárias que estiveram envolvidas na operação de venda dos quatro edifícios contíguos, esta é uma tendência crescente na Avenida da Liberdade e avenidas perpendiculares.

“Neste momento é mais rentável fazer habitação que escritórios nessa zona porque a rentabilidade é maior. Enquanto que nos escritórios podemos ter rentabilidades de 3500 euros/m2, nas casas chega a sete mil euros/m2. Além de que nos escritórios são rendas e na habitação o dinheiro pode entrar logo durante a construção”, disse o diretor do departamento de investimento da JLL, Fernando Ferreira.

É por isso que, de acordo com o diretor-geral da JLL em Portugal, Pedro Lencastre, há muitos edifícios nesta zona que iam ser reabilitados para escritórios mas que agora podem vir – ou já estão a ser – transformados em casas tal como os do BES na esquina com a Rosa Araújo.

É o caso dos números 12, 71 a 77, 238 e 236 da Avenida da Liberdade. Estes dois últimos estão, aliás, já em construção e com casas à venda.

O número 236 é o edifício Ópera, quase ao lado da loja da Cartier, e o Liberdade 238 é da Espírito Santo Property – do Grupo Espírito Santo – e da Capital Stone, os mesmos donos do edifício da loja da Cartier e fica, precisamente ao lado desta loja de luxo.

Terá 24 apartamentos, dos quais 14 serão T1 virados para a Rua Rodrigues Sampaio, nas traseiras, e mais 10 apartamentos de tipologias T3 e T4, virados para a Avenida da Liberdade.

De acordo com a responsável da área residencial da JLL, Patrícia Barão, este edifício está a ser um sucesso e, neste momento, os 14 T1 já foram todos vendidos e dos 10 que têm outras tipologias “já só há uns cinco ou seis disponíveis”.

Os compradores destes apartamentos de sete mil euros por metro quadrado são, acrescenta ainda Patrícia Barão, “brasileiros, chineses e franceses”, mas não portugueses, e a maioria compra na perspetiva de ter uma rentabilidade com aquele activo de luxo.

“Toda esta equação de preços não podia nunca depender só do mercado local”, reoara Pedro Lencastre que nota ainda que há 600 mil m2 de escritórios vazios em Portugal e que alguns estão obsoletos ou a precisar de reabilitação e, por isso, podem vir também a ser transformados em habitação.

fonte: http://www.dinheirovivo.pt


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