Novo Banco, Banif e Popular aderem à moda de redução de spreads

Desde o início do ano só quatro bancos (em 13) ainda não fizeram qualquer alteração ao preçário: BPI, Montepio, BBVA e BIC.

A banca portuguesa continua a rever em baixa os ‘spreads’ que cobra no crédito à habitação. Mais três bancos mexeram nos preçários em Abril: Banif e banco Popular cortaram quer no ‘spread’ mínimo quer no máximo, enquanto o Novo Banco desceu o custo da contratação de financiamento para aquisição de habitação apenas para os melhores clientes. Desde o início do ano apenas quatro bancos (em 13) ainda não fizeram qualquer alteração ao seu preçário: BPI2.02%, Montepio, BBVA e BIC.

Recorde-se que o Novo Banco – na altura ainda BES – foi a primeira instituição a rever ‘spreads’ em Portugal, quando em Julho de 2013 reviu o mínimo de 4% para 2,75%. Um valor que permaneceu inalterado durante 19 meses e foi agora revisto para 2,25%. Já o intervalo máximo manteve-se nos 5,8%.

Mais agressivo foi o Banif, que mexe pela primeira vez no ‘spread’ mínimo, depois de em Junho de 2014 ter revisto o ‘spread’ máximo de 7,95% – de longe o mais caro da banca nacional – para 5,95%. O Banif revê agora em baixa ambos os extremos do intervalo, com o mínimo a passar de 3,6% para 2,5%, enquanto o máximo desce para 3,25%. Com esta alteração o Banif torna-se num dos bancos mais atractivos em termos de ‘spread’ máximo – só o Crédito Agrícola apresenta um ‘spread’ máximo mais em conta, em 2,95%. Já os clientes que ofereçam o menor risco para a banca encontram ‘spreads’ mais baixos em quase todas as instituições, com excepção do BBVA, Montepio e BIC, e em linha no BPI, Barclays e Deutsche Bank.

Já o banco Popular tornou-se no quarto banco nacional a oferecer um ‘spread’ mínimo abaixo de 2%. Reviu a oferta de 2,25% para 1,9% e juntou-se assim à CGD(1,75%), Santander (1,99%) e Crédito Agrícola (1,7%) com limites inferiores já na casa dos 1%. No extremo oposto o corte foi mais residual, de 4,75% para 4,4%.

A tendência de revisão em baixa dos ‘spreads’ na habitação tem vindo a consolidar-se desde Fevereiro, muito por força do programa de ‘quantitative easing’ comunicado pelo BCE em Janeiro, que torna mais baixos os custos de financiamento para os bancos europeus. No entanto, embora a política monetária tenha reflexos ao nível do custo do crédito, não tem tantas implicações no que toca à gestão de risco por parte do banco. Ou seja, os bancos continuam a ser rigorosos na concessão de crédito.

Isso mesmo fica patente nos últimos dados disponíveis sobre a concessão de crédito em Portugal, relativos ao mês de Janeiro. A taxa de juro média cobrada pela banca nacional no crédito à habitação desceu pela, pela primeira vez desde Janeiro de 2011, abaixo dos 3%, fixando-se em 2,78%. No entanto os bancos concederam apenas 227 milhões de euros, abaixo dos 279 milhões emprestado no mês anterior.

fonte: http://economico.sapo.pt


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