Vistos gold e arrendamento de quartos na mira do Fisco

O setor imobiliário está na mira do Fisco. A Autoridade Tributária está a investigar os negócios à volta dos vistos gold, bem como do alojamento local. O empolamento do valor dos imóveis por parte de mediadores e promotores imobiliários, no caso das licenças douradas, e a evasão fiscal com arrendamentos ilegais a estudantes e turistas, são as bases das investigações das Finanças em curso.

Frisando que no mercado ninguém o assume, o Jornal de Negócios conta que as sociedades imobiliárias têm vindo a aumentar artificialmente o valor de venda das casas, para que estas atinjam os 500 mil euros mínimos exigidos no regime dos vistos gold, e a aumentar os gastos do processo com o pagamento, por exemplo, de comissões a empresas “offshore”, de forma a baixarem os impostos sobre lucros e mais-valias.

0 Fisco detetou várias irregularidades após uma análise às vendas de imóveis em 2013 e 2014. E, se num primeiro momento, o Estado até acaba por sair a ganhar, urna vez que recebe mais IMT e emolumentos, quando chega a altura de as promotoras pagarem as mais-valias e o imposto sobre lucros, já não é bem assim, tal como nota o diário.

Finanças aproveitam ano escolar para investigar arrendamento de quartos

Em paralelo, o Fisco continua o combate ao arredamento ilegal. Agora, é a vez de incidir em particular sobre os quartos arrendados a estudantes. Os serviços de inspeção tributária, segundo o Jornal de Notícias, estão no terreno com inspeções, no âmbito do arranque do ano escolar, e têm vindo a incentivar os infratores a regularizarem voluntariamente casos de arrendamento ilegal.

“A Autoridade Tributária está a a fazer acções de controlo ao alojamento local, incluindo o destinado a estudantes”, avança fonte do Ministério das Finanças ao jornal, que no entanto diz que “não é possível quantificar resultados” e que os técnicos do Fisco têm “incentivado a regularização voluntária das situações anómalas detectadas”.”.

O arrendamento ilegal a estudantes é um fenómeno generalizado no país, dizem ao jornal responsáveis de organizações estudantis. “Os estudantes são as principais vítimas do arrendamento ilegal”, refere Daniel Freitas, presidente da Federação Académica do Porto, que defende que os preços elevados do arrendamento levam os alunos a aceitar propostas de arrendamento informal por parte dos senhorios.

“Com recibo 240 euros, sem recibo 200 euros” é um tipo de proposta comum, corrobora Pedro Filipe, da Associação Académica de Coimbra que, ao preço, junta a burocracia como factor incentivador da informalidade neste mercado de arrendamento.

fonte: https://www.idealista.pt


Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s